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Médico de Família: o articulador para o efetivo funcionamento do sistema de saúde

dez 21 - 2020 0 comentários visualizações

No último dia 5 de dezembro celebramos o Dia do Médico de Família e Comunidade (MFC). A especialidade, reconhecida há 39 anos, no mesmo ano de fundação da Sociedade Brasileira de Medicina Geral Comunitária (SBMGC), foi peça fundamental na saúde básica do SUS e tem ampliado recentemente o seu escopo de atuação também no sistema de saúde suplementar, preenchendo uma lacuna mais voltada ao cuidado coordenado e humanizado dos pacientes, com consequente readequação de recursos.

 

Em diversos locais do mundo, a Atenção Primária à Saúde (APS) destaca-se como sendo a porta de entrada ao sistema de saúde com os melhores resultados em medicina populacional, como na Inglaterra, Holanda e Canadá. E a Medicina de Família tem um papel fundamental nesse processo,

 

por responder efetivamente às necessidades de saúde das pessoas como o acompanhamento de todos os ciclos de vida, comunicação clínica centrada no indivíduo, valorização da experiência do paciente no contexto do seu cuidado e capacidade de atuar em equipe multidisciplinar de maneira colaborativa.

 

“Esses profissionais lidam com doenças e problemas que ocorrem em diferentes sistemas biológicos ao mesmo tempo. Eles tratam todos, independentemente de idade e gênero. Porém, a efetividade de um médico de família não depende unicamente de suas habilidades clínicas, envolvendo também a sua capacidade administrativa. Logo, cada médico de família tem de estar envolvido no processo de avaliar as necessidades, estabelecer prioridades e alocar recursos”, explica a Dra. Roberta Tassi, gestora médica da rede GSC/DASA

 

É por isso que médicos de família, conhecidos dentro da área de saúde como “médicos especialistas em gente”, têm ocupado cada vez mais posições estratégicas nos sistemas de saúde em todo o mundo. Ian Mc Whinney, clínico geral que desenvolveu o primeiro departamento de MFC na University of Western Ontario (Canadá), descreveu o processo de administração de um serviço de saúde em um fluxograma cíclico que alinha os valores do médico as expectativas de quem utiliza os serviços de saúde e os recursos alocados para manutenção deste sistema.

 

Para que este papel de articulador do sistema de saúde funcione de maneira efetiva, é fundamental que o médico gestor conheça a demanda local, somando a sua experiência assistencial as ferramentas de gestão empresarial. “Apenas conhecendo de perto as potencialidades e fragilidades do serviço de saúde que coordena, poderá intervir de maneira mais assertiva para processos de melhoria contínua”, diz a Dra Roberta. E é isso que a GSC, dentro do ecossistema, tem valorizado: prática clínica dos seus gestores médicos de acordo com a medicina baseada em evidências. “Cada vez mais nossos gestores aproximam-se da assistência alinhando necessidades, expectativas e processos organizacionais para que juntos possamos construir um ecossistema integrado, coordenado e sustentável”, finaliza.

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