Grupo Santa Celina

Blog

Coordenação de cuidado: o trabalho em rede que funciona como uma partitura musical

jul 22 - 2020 0 comentários visualizações

Em tempos de pandemia, a coordenação de cuidado tornou-se uma importante aliada para monitorar a saúde das pessoas, atuando tanto na prevenção quanto na cura. Mas você sabe como surgiu esse conceito?

 

Há exatos 100 anos, em 1920, Bertrand Dawson elaborou na Inglaterra um relatório que propunha uma reorganização dos serviços de saúde a partir de profissionais generalistas que seriam responsáveis por implementar ações tanto curativas quanto preventivas, com serviços organizados local e regionalmente, por níveis de complexidade e os custos do tratamento. Surgia desta forma o conceito de atenção primária, secundária e terciária.

 

Gustavo Gusso, diretor médico da rede GSC e professor da USP (Universidade de São Paulo), explica que a atenção primária foca em consultórios espalhados geograficamente; já a atenção secundária engloba clínicas centralizadas com mais especialistas, enquanto a atenção terciária é a prática hospitalar. “Esses três níveis têm que estar integrados e o paciente circular bem entre todos eles”, diz.

 

A atenção primária, na qual a GSC tem forte atuação, é pautada por quatro atributos: acesso, coordenação, integralidade da assistência e horizontalidade da jornada. Por isso é essencial a capilaridade para que a atenção primária resolva rapidamente a maior parte dos problemas fora do ambiente hospitalar.

 

Mas como coordenar todo esse trabalho, como unificar todas as informações da jornada do paciente e ele tenha o melhor cuidado e qualidade de vida? Na GSC foi criado um indicador para identificar quem é o médico de referência do paciente. “Hoje poucas pessoas têm essa referência, um médico que conheça todo seu histórico de saúde. Em geral é um médico generalista, mas no caso do Brasil as mulheres têm esse médico no ginecologista, ou no pediatra para as crianças, ou mesmo o cardiologista para os homens”, afirma o diretor.

 

Segundo Gusso, ter um médico de referência significa enxergar a pessoa como um todo e não só na doença. “Porque senão vamos enxergar só a diabetes, a hipertensão etc. Não vamos integrar essas doenças com a própria pessoa, que faz a complexidade do próprio sistema. Nessa missão como uma empresa de coordenação de cuidado é enxergar a pessoa como um todo, como uma única partitura, e não notas musicais isoladas, que não interagem”, explica.

 

O principal desafio hoje da coordenação de cuidado é fazer com que a informação desse paciente circule em rede, respeitando todos os protocolos da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). “É importante um sistema preparado para registrar essas informações. Desta forma, cada vez que um paciente vai a um especialista, o médico de atenção primária pode acessar esses dados e discutir o caso com uma equipe multidisciplinar de forma natural. A informação deve ajudar o sistema assistencial de saúde a ser melhor”, completa.

Faça o seu comentário

Após a publicação do seu comentário, ele será avaliado antes de aparecer no nosso site.