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A tecnologia a serviço da saúde

jan 21 - 2021 0 comentários visualizações

A pandemia tem mudado diversos setores, mas a área de saúde tem um especial destaque. Se na época de Juscelino Kubitschek avançamos 50 anos em 5, em tempos de Covid-19, não seria estranho afirmar que avançamos muito mais em apenas 12 meses. Muitas novidades surgiram em pesquisas laboratoriais, atendimento médico e a tecnologia está sendo a principal ferramenta desse avanço.

 

Com o isolamento social, a telemedicina tornou-se uma realidade no país. Muitas consultas médicas, após liberação pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), durante a pandemia, passaram a ser realizadas pelo atendimento virtual evitando a sobrecarga do sistema de saúde. A telemedicina passou a ser utilizada para orientação, encaminhamento e principalmente monitoramento de pacientes.

 

Só para citar alguns exemplos, a GSC, que integra a Dasa, já tem em sua base 1,5 milhão de brasileiros de diversas cidades do país que realizaram cerca de 50 mil consultas por telemedicina até o final de novembro. Nos hospitais da Rede Ímpar, onde implantamos o programa Alta PS, mais de 6,5 mil pacientes que passaram pelos prontos socorros foram acompanhados de maneira remota, durante 14 dias e, com o apoio da tecnologia. Destes, 44% fizeram teste para COVID-19 e 58% foram positivos, sendo monitorados e sem agravo da sua condição de saúde.

 

O que esse cenário nos indica? Que o futuro da área de saúde está sendo construído e o modelo está mais centrado no paciente, apoiado por dados e tecnologia, provocando a transformação digital na área da saúde aliado a humanização do cuidado.

 

Na Dasa, transformação digital não é somente tecnologia, é um processo que envolve gestão da mudança na qual estamos criando uma cultura com foco na integração do cuidado. Iniciado em 2016, esse processo envolveu toda a liderança, que implementou uma nova maneira de pensar e agir, seguindo a lógica de que a transformação cultural precede a transformação digital. O resultado já começa a ser sentido na ponta, conectando diferentes players, externos e internos.

 

O time do laboratório de inovação da empresa criou, durante a pandemia, grandes iniciativas. Uma delas é um algoritmo de inteligência artificial (AI) que analisa o comprometimento do pulmão pela doença, de forma quantitativa, deixando o diagnóstico ainda mais assertivo. Nos centros que não usam AI, a análise da tomografia é subjetiva com laudos que indicam comprometimento entre 30% e 50%, por exemplo, e essa interpretação pode mudar entre diferentes médicos. Com a AI, a quantificação do vidro fosco indica o acometimento do pulmão pela COVID-19. Essa assertividade impacta na definição de conduta, apoiando a atenção primária e facilitando a coordenação de cuidado, o que permite melhores desfechos

 

Trabalhando com dados, geramos inteligência e facilitamos a navegação do usuário toda sua jornada de saúde e permitindo a entrega do cuidado certo, na hora certa, no lugar certo. Nossa plataforma 360 Digital utiliza esta tecnologia, permitindo que o usuário seja acompanhado o tempo todo por meio do grande data lake (repositório de dados armazenados em estado bruto) para, com analytics, direcionar esse usuário para o melhor cuidado. Dessa forma, nossos pacientes podem, de fato, ter melhor qualidade de saúde e não apenas ter alguém que cuide deles quando estão doentes.

 

Devemos deixar claro que a telemedicina é uma ferramenta para apoio do ato médico e tem como objetivo apoiar o prestador e usuário na integração dos seus dados. Dentro das empresas do grupo, temos criado ferramentas digitais que gerem valor excedente quando utilizadas. É o caso da teleconsulta, com a qual conseguimos coordenar o cuidado com maior facilidade, gerando valor para o sistema de saúde e para o indivíduo. É uma diferença sutil com as demais plataformas, pois trazemos o engajamento do usuário na coordenação do cuidado, que passa a usar corretamente os serviços de saúde e entender o cuidado e a qualidade do atendimento.

 

Vivemos o melhor momento para o fortalecimento do binômio médico-paciente. Num país do tamanho do Brasil e com os desafios dificuldades de deslocamento, a telemedicina significa acesso à saúde. É uma conveniência para o paciente e para os médicos. O mercado pode agora valorizar esses profissionais, que encontram na tecnologia e no uso da inteligência artificial novas aliadas ao exercício da profissão e, assim, garantir mais sustentabilidade para o setor.

 

Ana Elisa Siqueira, CEO da GSC Integradora de Saúde, e Leonardo Vedolin, vice-presidente da área médica da Dasa.

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